

Do lendário Rin Tin Tin ao fenômeno Messi, saiba como a presença de animais impacta a maior premiação do cinema mundial.
A cerimônia do Oscar é conhecida pelo glamour de suas estrelas humanas, mas, ocasionalmente, quem rouba a cena no tapete vermelho possui quatro patas. A presença de animais no Oscar, embora rara em termos de indicações oficiais, gera enorme engajamento e curiosidade do público. Seja um cachorro talentoso que protagonizou um drama aclamado ou um animal de grande porte trazido ao palco para um momento cômico, essas aparições tornam-se instantaneamente virais.
Apesar da adoração popular, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas mantém regras rígidas sobre quem pode competir pela estatueta dourada. Este artigo explora a relação histórica entre animais e o Oscar, desvenda por que eles não são premiados oficialmente e relembra os bichos que fizeram história na cerimônia.
Uma das maiores curiosidades sobre a premiação envolve a elegibilidade de atores não humanos. Atualmente, as regras da Academia especificam que os prêmios de atuação são destinados exclusivamente a seres humanos. No entanto, reza a lenda que essa regra foi criada justamente por causa de um cachorro.
Segundo a autora Susan Orlean, que escreveu a biografia do famoso pastor alemão Rin Tin Tin, o cachorro foi o mais votado para o prêmio de Melhor Ator na primeira cerimônia do Oscar, em 1929. Temendo que premiar um animal tirasse a seriedade da nova instituição, os membros da Academia teriam realizado uma segunda votação, restringindo a vitória a humanos e entregando o prêmio ao ator Emil Jannings. Embora a Academia nunca tenha confirmado oficialmente essa versão, a história persiste como parte do folclore de Hollywood.
Para compensar a falta de reconhecimento oficial no Oscar, existe o “Palm Dog” no Festival de Cannes e os antigos prêmios PATSY (Picture Animal Top Star of the Year), que funcionavam como um “Oscar animal” até deixarem de existir na década de 1980.
Mesmo sem competir, diversos animais marcaram presença na cerimônia e nas campanhas promocionais, comportando-se como verdadeiras celebridades.
Na temporada de premiações de 2024, o grande destaque foi Messi, o border collie que interpretou Snoop no filme “Anatomia de uma Queda”. Sua performance foi fundamental para a trama, exigindo um nível de atuação complexo, incluindo simular sintomas de envenenamento.
Messi participou do almoço dos indicados ao Oscar, onde interagiu com estrelas como Ryan Gosling e Billie Eilish, gerando fotos que dominaram as redes sociais. Durante a cerimônia televisionada, a produção utilizou cenas pré-gravadas do cachorro “aplaudindo” (com patas falsas manipuladas por humanos) para evitar o estresse do animal com o barulho e a duração do evento ao vivo.
Em 2012, o filme mudo “O Artista” ganhou o Oscar de Melhor Filme, e grande parte do charme da produção vinha de Uggie, um Jack Russell Terrier. Houve uma campanha real, chamada “Consider Uggie”, pedindo que a Academia permitisse sua indicação. Embora a regra não tenha mudado, Uggie subiu ao palco com o elenco vencedor, consolidando-se como um dos cães mais famosos da história recente do cinema.
Na cerimônia de 2023, o apresentador Jimmy Kimmel subiu ao palco acompanhado de um animal que ele alegou ser Jenny, a burra que atuou ao lado de Colin Farrell em “Os Banshees de Inisherin”. O animal estava usando um colete de “apoio emocional”. Mais tarde, foi revelado que não era a verdadeira Jenny do filme (que permaneceu na Irlanda aposentada), mas sim uma sósia treinada para o ambiente de palco, ilustrando como a produção do evento busca integrar os animais das tramas à festa.
Levar um animal para o tapete vermelho ou para o palco do Dolby Theatre envolve uma logística complexa e cuidados com o bem-estar animal.
Para conferir as atuações que geraram tanto burburinho, estes são os filmes essenciais disponíveis nas plataformas de streaming e aluguel digital:
Em 2012, o filme mudo “O Artista” ganhou o Oscar de Melhor Filme, e grande parte do charme da produção vinha de Uggie, um Jack Russell Terrier. Houve uma campanha real, chamada “Consider Uggie”, pedindo que a Academia permitisse sua indicação. Embora a regra não tenha mudado, Uggie subiu ao palco com o elenco vencedor, consolidando-se como um dos cães mais famosos da história recente do cinema.
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